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O que acontece se cortarmos os bigodes do gato?
Uma curiosa lenda urbana diz que se os fios do bigode de um gato forem cortados, o animal ficará perdido e não encontrará o caminho de volta para casa. Quem trabalha com animais é direto ao afirmar: a história não passa de um mito.
O biólogo Guilherme Domenichelli, do Zoológico de São Paulo, desmente a teoria e confirma que, no caso de perda dos pêlos faciais, os felinos são afetados apenas na hora de caçar ou fugir de um predador. Segundo ele, os fios, chamados de vibrissas (pêlos sensoriais de orientação), têm a capacidade de auxiliar no tato e também na movimentação do animal, alertando-o sobre eventuais perigos no caminho.
"As vibrissas, que vão desde os bigodes até as sobrancelhas e os pêlos nas pontas das orelhas, funcionam como um importante mecanismo do corpo dos felinos", explica Domenichelli. No escuro, por exemplo, os longos bigodes conseguem perceber os perigos próximos ao gato que ele não enxerga. Estímulos são enviados ao cérebro para produzir os reflexos necessários à proteção.
"O leopardo fecha os olhos quando ataca uma presa para não se ferir caso ela esteja viva. Seus bigodes ficam virados para frente de forma que possa identificar se o animal atacado está vivo ou morto, através do tato", informa. De acordo com o biólogo, o mesmo mecanismo sensorial também existe em outras espécies, entre elas os leões marinhos, as focas e as lontras.
Os gatos geralmente possuem uma dúzia de bigodes, que se localizam em quatro fileiras sobre os lábios superiores, alguns nas bochechas, e outros fios sobre os olhos e o queixo. Os fios mais elevados têm uma movimentação independente, diferente dos inferiores, para a obtenção de medições ainda mais precisas.
Domenichelli avaliou que o posicionamento dos bigodes também indicam o estado de humor do animal, como tranqüilidade e postura defensiva ou agressiva, quando estiverem mais colados à cabeça.
Para o biólogo, diferentemente dos felinos selvagens, os bigodes não fazem tanta falta ao gato doméstico. "O animal de estimação é bem cuidado e pode tranquilamente sobreviver sem os fios, até porque ele cresce rapidamente", completa. Assim como o cabelo dos seres humanos, o bigode do gato cresce, em média, mais de 1 cm por mês.
Algumas raças de gatos criadas pelo homem em laboratórios, a partir de cruzamentos, não possuem pêlos pelos corpo e podem não apresentar os fios sensoriais, como é o caso do Sphynx. Já os tigres são os felinos que possuem os maiores bigodes e também os mais grossos.
a perda do bigode afeta o felino apenas na hora de caçar ou fugir de predadores, incomum de acontecer com gatos domésticos
Genteeeeeeeeeeeeee que felicidade, é uma vitória, pequena sim, mas um grande exemplo pra nova geração, essa banda vencedora do Grammy está dando um grande exemplo que deveria ser seguido por todos, principalmente aqui no Brasil, onde muitos cantores, duplas e outros vão incentivar rodeios com prazer, por vezes só pela ganância de ganhar mais e mais.
Fonte G1 - Globo.com
Leiam
Apresentação aconteceria num dos maiores rodeios do mundo.
"Estaríamos faturando em cima de maus-tratos", diz vocalista
A banda Matchbox Twenty cancelou uma apresentação que aconteceria durante um rodeio em protesto ao uso de animais nesse tipo de evento.
O vocalista Rob Thomas confirmou a informação de que o grupo havia desistido do show de 18 de julho durante o rodeio Cheyenne Frontier Days, no estado americano de Wyoming, conhecido como o maior evento do mundo em sua categoria.
"Pedimos que os fãs entendam que seria impossível nos colocar numa situação em que estaríamos faturando em cima de maus-tratos a animais", disse o cantor neste sábado (12) por meio de um comunicado no website da banda.
Valeu garotos!
Extraido do site do GREENPEACE - LEIA MAIS NO SITE, INCLUSIVE ÓTIMAS RECEITAS
http://www.greenpeace.org/brasil/
Proprietária do restaurante Carême Bistrô, um dos mais badalados do Rio, revela aqui sua preferência por produtos orgânicos.
"Comida boa e saborosa só pode ser realizada com bons produtos. Essa busca minha atrás dos orgânicos é o resgate de um sabor perdido. O ser humano já maltratou muito a terra e o meio ambiente, e isso afetou o sabor dos alimentos", diz Flávia Quaresma, que estudou em escolas francesas de gastronomia. Além de tocar seu restaurante, apresenta o programa Mesa Pra Dois (GNT), juntamente com outro chef renomado, Alex Atala.
Nesta entrevista ao Greenpeace, Flávia conta um pouco de sua satisfação em trabalhar com orgânicos, revela onde faz suas compras e faz uma constatação positiva: "Felizmente, o orgânico já é uma realidade no Brasil."
Confira abaixo mais detalhes de nosso bate-papo com Flávia Quaresma:
Por que você decidiu trabalhar com produtos orgânicos? Está satisfeita?
Em 1992 quando fazia meu curso de cozinha na França, os produtos orgânicos já eram realidade por lá. Freqüentava os mercados "bios" e as feiras que aconteciam em Paris e sonhava em encontrar um dia estes produtos no Brasil.
No início de 1999, quando abri meu restaurante, os produtos orgânicos começavam a aparecer no Brasil. Em busca de pequenos produtores para fornecer ingredientes de qualidade pro restaurante, comecei a conhecer vários produtores orgânicos. Conheci também as fundadoras do site Planeta
Orgânico que abriram pra mim as portas do maravilhoso mundo orgânico.
Quem cozinha sabe que a qualidade do ingrediente é fundamental para o sucesso de um prato. Logo este respeito entre o produtor e o cozinheiro é primordial. Nem toda técnica culinária consegue mascarar ou superar a ausência de qualidade. Comida boa e saborosa só pode ser realizada com bons produtos.
Para mim, esta busca atrás dos orgânicos era o resgate de um sabor perdido. Ao longo dos anos o ser humano maltratou tanto a terra e o meio ambiente que o sabor dos alimentos foi afetado. Nossos pratos perderam sabor. Certamente a sopa de cenoura que comia quando criança tinha o paladar bem diferente. Tinha mais cor, aroma e sabor. E nem entrei no mérito dos nutrientes. Se formos computar tudo o que perdemos ao longo dos últimos anos...
Já trabalho com vários produtos orgânicos no meu restaurante, mas ainda estou longe do que considero ideal.
Os clientes percebem quando estão comendo pratos feitos com produtos orgânicos ou nem percebem?
A clientela está cada vez mais consciente e preocupada com a saúde e o meio ambiente. Acho que muitas pessoas percebem a diferença de sabor e textura. Mas acredito que a maioria não consegue notar a diferença de um prato feito com produtos orgânicos, porém todos ficam extremamente felizes ao saber que usamos produtos orgânicos. E, sem dúvida, os corpos destes clientes e o meio ambiente agradecem.
Qual a maior vantagem do produto orgânico sobre o convencional?
Pra mim a maior vantagem é o resgate do sabor e a certeza de estar consumindo um produto saudável. Outra vantagem é a durabilidade. No restaurante consegui provar que valia a pena comprar produtos orgânicos mesmo tendo um preço mais alto, afinal de contas com maior durabilidade temos menos desperdício.
Pouco a pouco conseguimos mostrar que o orgânico vai muito mais além da retirada dos agrotóxicos do cultivo dos alimentos. O orgânico abrange áreas como agronomia, ecologia, sociologia e economia. Preza pela harmonia entre os alimentos, os seres humanos e o meio ambiente. Respeitando a natureza resgatamos o verdadeiro sabor dos alimentos, melhoramos a qualidade de vida daqueles que os produzem e os consomem, e ainda ajudamos a conservar o nosso meio ambiente.
E em casa, consome apenas orgânicos? Se não, qual a proporção?
Em casa é bem mais fácil pois as quantidades são menores e posso me permitir a gastar um pouco mais. Dá até pra comprar produtos de limpeza, que ainda são bem caros por aqui. Mas ainda está loge de ser uma alimentação 100% orgânica, pois temos dificuldades de encontrar muitos ingredientes por aqui e ainda temos muitos produtos orgânicos com preço bem superior ao convencional.
Onde você compra, preferencialmente, produtos orgânicos? Supermercados, feiras, mercadinhos?
Felizmente o orgânico já é realidade no Brasil. Os bons supermercados aumentam cada vez mais suas áreas de produtos orgânicos. Aqui no Rio uma boa dica é a feira da Glória que acontece aos sábados. Também adoro vasculhar mercadinhos e lojas, como a Mundo Verde, para ver as novidades.
Outro bom endereço é o Universo Orgânico no Leblon, com sucos maravilhosos, brotos fresquíssimos e uma ótima gama de produtos orgânicos.
Você tem alguma receita exclusiva para produtos orgânicos? Qual?
Tenho várias, pois durante quatro anos cozinhei no estande brasileiro da feira Biofach em Nürnberg, na Alemanha, a maior feira de produtos orgânicos do mundo. Também colaboro para a Revista Orgânica, com receitas a cada dois meses. Que tal um tradicional Coq-au-vin???
No geral, o brasileiro se alimenta bem? Melhorou ou piorou nos últimos anos?
Acho que a alimentação do brasileiro melhorou muito. Atualmente nos preocupamos com a qualidade e procedência dos alimentos. Também estamos variando mais a nossa alimentação. O apelo a vida saudável contribuiu muito pra esta mudança.
O que você sente falta no cardápio do brasileiro?
Nós temos uma diversidade gigantesca de produtos. Minha preocupação maior é com os produtos regionais. Acho que devemos ter mais intercâmbio entre as regiões. Tem muito brasileiro que nunca comeu tucupi. Existem vários ingredientes interessantes no cerrado aos quais não temos acesso.
Sonho com o dia em que a gastronomia será tratada como cultura e será ensinada nas escolas, para que assim o Brasi se conheça melhor. Acho que nosso cardápio deve ter um sotaque ainda mais brasileiro.
É possível viver hoje apenas consumindo produtos orgânicos?
Estamos caminhando pra isto, mas ainda somos carentes em muitos ingredientes. Ainda não temos por aqui um grande supermercado 100% orgânico como os de Nuremberg, mas a produção orgânica no Brasil cresce 30% ao ano e logo, logo chegaremos lá.
O brasileiro se adaptaria bem a uma dieta prioritariamente de produtos orgânicos? Por que?
E qual ser humano não se adapta a algo melhor???
Leia também:
Entrevista com Claude Troisgros: "Com orgânicos, sei que estou respeitando a natureza".
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ROBÔS ALIMENTADOS COM CÉLULAS HUMANAS PODEM SUBSTITUIR OS ANIMAIS DE LABORATÓRIO EM TESTES DE COSMÉTICOS E OUTROS PRODUTOS QUÍMICOS.
Boas novas para os ratinhos brancosm coelhinhos peludos e seus amiguinhos de laboratório: o governo americano está desenvolvendo uma forma de acabar com a crueldade com animais em testes químicos.
Para medir a toxidade de produtos como pesticidas e cosméticos, pesquisadores das agências ambiental e de saúde do EUA criaram um método em que um robô analisa os efeitos dessas substâncias em células humanas cultivadas em laboratório.
Os ativistas engajados na "promoção do bem-estar animal" já começaram a comemorar. O Peta ("Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais", na sigla em inglês) afirma que já é possível substituir muitos dos testes que são feitos em animais - e que a pesquisa anunciada pelos americanos é muito mais confiável que muitos testes realizados hoje em dia com cobaias. "Nesse sentido, muitas experiências ainda podem ser designadas para, juntas, oferecer informações mais precisas que as geradas em testes com animais", afirma Catherine Willett, conselheira de políticas científicas da entidade.
O problema é que os super-robôs que substituiriam as cobaias ainda estão em fase preliminar de testes: devem demorar pelo menos 5 anos. Além disso, há pesquisadores que sustentam que os estudos efetuados em animais ainda superam os testes os testes in vitro, já que permitem uma observação mais abrangente dos efeitos - que se dão num organismo completo, não só em algumas células.
"É ótimo existir uma possibilidade de substituir os testes em animais, que estão longe de ser ideiais e que muitas vezes nos dão respostas erradas", afirma Alan Goldberg, diretor do Centro de Alternativas para Testes em Animais da Universidade Johns Hopkins, nos EUA. "Mas só quando esses robôs estiverem prontos para interpretar os resultados na saúde humana é que vamos poder, de fato, comemorar a substituição completa deles. Até lá ainda temos um longo caminho", completa.
Texto de Rafael Tonon, retirado da Superinteressante desse mês.